Sindicato e profissionais da Educação têm grande desafio no segundo semestre de 2022.
Nessa quarta-feira (27), mais de quatro mil trabalhadores municipais que, são lotados na Secretaria de Educação retornam aos seus postos de trabalho para enfrentar os desafios do segundo semestre do ano letivo, nos 152 CMEIs e Escolas municipais de Ponta Grossa. Além das atividades do dia a dia, as servidoras e servidores públicos da Educação têm inúmeros objetivos para lutar com o SindServ nesse ano de 2022.
Engana-se quem pensa que as conquistas na primeira metade do ano, como o Piso do Magistério para os professores, a insalubridade para as serventes escolares, o aumento da gratificação das merendeiras, auxiliares de merendeiras e de escriturários, além da criação da gratificação para a assistente de educação são as únicas batalhas do ano.
Já no início do mês de agosto, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais inicia uma campanha de indicar representantes dos locais de trabalho em todos os setores da administração pública, e na Educação não será diferente. Cada categoria terá o seu representante por Unidade Escolar, o slogan da campanha sindical nunca fez tanto sentido como agora, Sindicato Somos Todos.
A atual tabela salarial dos professores que foi achatada, e praticamente destruída com o reajuste do Piso Nacional do Magistério é um desses desafios. Criar uma tabela nova será desafiador para os mais de três mil educadores que temos na Rede Municipal de Ensino de Ponta Grossa, seja do professor com o nível inicial de Magistério, ou até mesmo, o professor com a titulação de Doutor. Isso inclui a própria Secretaria Municipal de Educação, a qual também entende que a atual tabela está muito defasada. É dever de todos os professores acompanhar a criação dessa nova tabela salarial que definirá os rumos de suas elevações em nível vertical e horizontal.
Outra questão que aflige os servidores municipais é com relação ao complemento do salário mínimo nacional. Somando todas as Secretarias e Fundações, temos em torno de dois mil trabalhadores que estão nessa situação de receberem o nível do salário base fixado em R$1094,00, ou um pouco acima desse valor desde outubro de 2019, sem nada de reposição, mesmo após a queda da Lei 173/2020 que proibia qualquer aumento na folha de pagamento dos servidores públicos brasileiros. O complemento de até R$118,00 é pago pelo município, no entanto, esses trabalhadores acumulam prejuízos com relação aos seus biênios e gratificações que são calculados em cima do salário base e não do mínimo nacional.
Um terceiro ponto, mas não menos importante que os anteriores são as condições de trabalho nas unidades escolares devido a falta de servidores em alguns locais. Após a terceirização e extinção do cargo de servente escolar, juntamente com o programa de demissão voluntário (PDV), muitas reclamações chegam ao Sindicato devido a sobrecarga de trabalho em algumas unidades escolares. Esse é outro ponto em que o Sindicato irá atuar na mesma linha dos anos anteriores, cobrando a Gestão Municipal.
Dessa forma, é muito importante cada vez mais essa aproximação dos trabalhadores junto ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais para que tenhamos mais força nessas cobranças pelos nossos direitos junto ao Governo Municipal, para assim garantir um melhor resultado O Sindicato dos Servidores deseja a Todas e Todos esse profissionais da Educação um excelente retorno a suas atividades nesse segundo semestre do ano letivo!
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Fotos: Jackson Lincoln Lopes

