Após polêmica, Havan reforça venda de Bandeiras do Brasil
A rede varejista Havan lançou uma nova campanha para reforçar a venda das Bandeiras do Brasil. A ação iniciou após a polêmica envolvendo uma juíza eleitoral do Rio Grande do Sul, a qual disse que o símbolo nacional se tornou marca de “um lado da política” no país.
As Bandeiras podem ser adquiridas pelo preço de custo de R$ 19,99 em todas as mais de 170 megalojas espalhadas por todo o país. “A Bandeira do Brasil representa nossa história e identifica a nação brasileira. Todo cidadão tem direito de exaltá-la, independentemente de partido”, destaca o dono da Havan, Luciano Hang.
Além do símbolo nacional, a varejista oferece ainda camisetas verdes com a frase “O Brasil que queremos só depende de nós” estampadas na frente, assim como no uniforme dos colaboradores Havan. “Devemos incentivar cada vez mais o patriotismo, temos que ter orgulho do nosso país, da nossa Bandeira. Fico impressionado com esse tipo de notícia. Um ativismo judicial absurdo. É a liberdade sendo tolhida todos os dias”, acrescenta Hang.
Entenda um pouco mais sobre a polêmica da bandeira do Brasil.
Está causando a maior polêmica no Rio Grande do Sul uma manifestação da juíza Ana Lúcia Todeschini Martinez, titular do cartório eleitoral de Santo Antônio das Missões e Garruchos.
Durante uma reunião com representantes de partidos na semana passada, a magistrada disse entender que a bandeira do Brasil será considerada uma propaganda eleitoral a partir do início oficial da campanha, no próximo dia 16 de agosto. O motivo? Na visão da juíza, o símbolo nacional tornou-se marca de “um lado da política” no país. Ela não cita Bolsonaro, mas fica evidente o raciocínio de Ana Lúcia.
Em entrevista à Rádio Fronteira Missões, ela explicou o seu entendimento, admitindo que este pode ser revertido pelo TRE ou pelo TSE após consultas dos partidos.
“É evidente que hoje a bandeira nacional é utilizada por diversas pessoas como sendo um lado da política, né? Hoje a gente sabe que existe uma polarização. De um dos lados há o uso da bandeira nacional como símbolo dessa ideologia política”, declarou Ana Lúcia.
A juíza destacou ainda que “não existe mal nenhum nisso”, mas que entende que a exibição da bandeira vai configurar uma propaganda eleitoral, que tem que obedecer aos requisitos legais.
Por exemplo: bandeiras, durante a campanha, não podem ser fixadas em determinados locais. Para ela, portanto, bandeira só poderá ser com mobilidade, seguradas por alguém e em determinados horários.
“Se ela tiver fixada em determinados locais, a gente vai pedir pra retirar”, anunciou, lembrando que a propaganda eleitoral irregular pode gerar “multas pesadíssimas”.
Ana Lúcia lembrou ainda que a Copa do Mundo, quando as bandeiras do Brasil geralmente saem dos armários, ocorrerá em novembro neste ano, após o período eleitoral.

