MST invade a Bolsa de Valores de São Paulo
Na quinta-feira(23), o Movimento Sem Terra (MST) e o grupo Povo Sem Medo invadiram a B3, Bolsa de Valores de São Paulo. Em seu perfil no Instagram, o líder do movimento e candidato derrotado à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, publicou: “Retrato do Brasil Real na Bovespa! O @mstbrasil ocupou o saguão da Bolsa contra a fome e o desemprego”.
Os manifestantes exibiam faixas e cartazes com os dizeres “Sua ação financia a nossa miséria”, “Tem gente ficando mais rica com a nossa fome” e “Tá tudo caro! A culpa é do Bolsonaro!”. O que não se viu em nenhum cartaz foi a informação de que, graças ao mercado financeiro – tão criticado pelo próprio Boulos – o MST pode captar R$ 17,5 milhões neste ano com a emissão de um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

Esta não é a primeira vez que o MST entra no mercado financeiro para levantar capital, mas neste ano a oferta foi mais abrangente, com cotas negociadas a partir de R$ 100. Em sua estreia, a oferta havia sido direcionada apenas para investidores qualificados, com cota inicial de R$ 100 mil. Quando o objetivo é financiar o movimento, parece que o dinheiro dos ricos não é tão “sujo” assim.
A questão é que toda ideologia da esquerda radical cai por terra quando se sobrepõe o que dizem com o que fazem. Enquanto gritam que as empresas devem ter menos lucro para que a “desigualdade diminua”, precisam que as cooperativas beneficiadas com a captação do CRA deem lucro a ponto de sustentar as cerca de 13 mil famílias envolvidas e ainda remunerar os investidores em 5,5% ao ano. Nesse caso, o lucro também parece não ser tão “sujo” assim.
A questão é que toda empresa, cooperativa ou qualquer pessoa jurídica que não dá lucro, não consegue manter seu quadro de funcionários. Nesse caso, prejuízo pode ser considerado sinônimo de desemprego. Logo, ir à B3 protestar contra a falta de empregos como se o lucro das empresas listadas em bolsa fosse o responsável pelas demissões é um contrassenso. E mais ainda quando próprio MST tem um título na bolsa.
Esse é apenas mais um episódio da infindável série de disparates que a esquerda radical protagoniza. Estejamos atentos aos próximos capítulos, pois em ano de eleição certamente veremos muito mais devaneios pela frente.
Informações//R7

