Delegação do Boca Juniors passa noite em delegacia de BH e perde vôo de volta para Argentina
A delegação do Boca Juniors permanece na delegacia de Polícia Civil no bairro Alípio de Melo, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, na manhã desta quarta-feira (21), após a briga generalizada depois da partida contra o Atlético-MG, pela Copa Libertadores, no Mineirão, na noite de terça-feira (20).
Dois ônibus da delegação estão parados em frente à unidade policial, na Avenida João XXIII. O quarteirão foi interditado para garantir mais segurança à equipe.
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O voo fretado do time de volta para a Argentina, que estava marcado para o fim do jogo, no início da madrugada, foi cancelado. Após prestar depoimento, a delegação vai voltar para o hotel e, só depois disso, o retorno ao país será definido.
O Boca Juniors foi desclassificado e, no caminho para o vestiário, jogadores do time argentino entraram em confronto com seguranças do Atlético-MG e do estádio. Uma briga generalizada começou nos acessos aos vestiários, e um dos argentinos chegou a arrancar um bebedouro para atacar atleticanos e arbitragem. Grades de proteção também foram danificadas.
A Polícia Militar (PM) utilizou spray de pimenta para dispersar jogadores e membros da comissão.
De acordo com informações da Polícia Militar, o delegado da partida foi agredido durante a confusão. Oito membros do Boca, segundo a PM, vão responder por lesão corporal, agressão e depredação de patrimônio público. Preliminarmente, os identificados são:
O goleiro Javier Garcia, os zagueiros Carlos Zambrano, Carlos Izquierdoz e Marcos Rojo, o atacante Sebastián Villa, o preparador de goleiros Fernando Gayoso, o auxiliar Leandro Somoza e o dirigente Raul Cascin.
Outro membro da diretoria do Boca, Jorge Bermúdez, também foi visto durante a confusão no Mineirão. A delegação do Boca Juniors foi escoltada por viaturas da Polícia Militar até a delegacia. Um representante do consulado argentino também acompanha o procedimento.





