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Evento online no Paraná é alvo de ataques homofóbicos e racistas; polícia investiga

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18/06/2021 22:07:06

Ataques homofóbicos e racistas feitos durante um evento online no Paraná estão sendo investigados pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos (Nuciber), da Polícia Civil. O encontro virtual com migrantes e refugiados LGBTQIA+ reunia cerca de 80 pessoas quando ocorreram as ofensas.

Os organizadores fecharam a reunião e abriram novas salas para continuar os debates, na quarta-feira (16), mas os agressores invadiram a plataforma e retomaram os ataques. Por isso, a transmissão teve que ser suspensa.

O evento foi organizado pelo Instituto de Políticas Públicas Migratórias (IPPMI) e pela Cáritas, instituição ligada à Igreja Católica. Uma participante do evento também foi assediada.

"Todas as organizações que têm atuado com direitos humanos, têm sofrido de alguma forma ataques e perseguições de tentar desqualificar a ação. E é sempre nessa perspectiva muito agressiva, violenta às minoras como se falam, que na verdade não são minorias", afirma Márcia Ponce, secretária regional da Cáritas.

A entidade e o instituto divulgaram notas de repúdio e também registraram boletim de ocorrência. O delegado do Nuciber, José Barreto de Macedo Júnior, explica que casos de ataques homofóbicos são enquadrados como racismo, com pena de um a três anos de prisão.

A pessoa tem essa falsa sensação que ela vai estar no anonimato. Só que não é assim, pois há esses registros de conexão que a polícia consegue identificar. Mesmo se tratando de 'perfil fake', a gente consegue chegar na pessoa", diz o delegado.

No Paraná, a polícia investiga pelo menos cinco ataques semelhantes. A Central Nacional de Crimes Cibernéticos recebeu, de janeiro a junho deste ano, 2.549 denúncias de homofobia na internet.

O número é 106% maior que o registrado no mesmo período de 2020, quando foram feitas 1.226 denúncias. "[Existe] essa falsa percepção que a internet é mundo sem lei. Não adianta achar que a pessoa vai fazer o que quiser, porque não vai ficar sem resposta", afirma o delegado.

 

Informações G1