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Mulher morre em ponto de ônibus no Caju, e corpo passa a madrugada inteira à espera de remoção

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02/06/2021 12:48:36

Uma mulher que voltava do trabalho passou mal e morreu no início da noite desta terça-feira (1º) em um ponto de ônibus no Caju, na Zona Portuária do Rio. Treze horas depois, o corpo ainda estava no mesmo lugar. A remoção só ocorreu, depois de muito jogo de empurra, às 8h50 desta quarta (2).

A auxiliar de limpeza Cristiane Pedro Gomes, de 42 anos, aguardava a condução em frente ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) quando, por volta das 18h, começou a ficar sem ar e desmaiou.

Pessoas no ponto e policiais militares chegaram a reanimá-la. Cristiane, então, conseguiu dar o contato do marido e de um filho, que foram avisados e correram para o local. No entanto, antes que eles chegassem, ela teve outro mal súbito e não resistiu.

Segundo o esposo, Alexandre Graciano, uma equipe do Samu esteve lá e lhe deu o atestado de óbito, mas não removeu o corpo. Ele também disse que ligou para o Instituto Médico-Legal (IML), mas ninguém apareceu. O IML fica a apenas 2 km do ponto.

 

Jogo de empurra

 

Ao Bom Dia Rio, Alexandre detalhou a madrugada de ligações diante do corpo da mulher.

 

“A luta é essa aí para remover o corpo. A Polícia Civil disse que era com a Defesa Civil ou com o Samu. O Samu pedia que entrasse em contato com a Defesa Civil. Liguei para lá mais de cinco vezes, e eles empurravam de novo para o Samu. Nesse 'fica empurrando', estou até agora sem resolver as coisas”, narrou Alexandre, por volta das 8h.

 

A PM disse que a remoção de corpos é de responsabilidade da Polícia Civil apenas em casos de morte violenta. Para mortes por causas naturais em via pública, como a da Cristiane, a PM aciona a Polícia Civil até o local para fazer o registro do óbito. Só então os agentes chamam o Corpo de Bombeiros para fazer a remoção do corpo.

 

Segundo Alexandre, ninguém da família foi informado desse procedimento.

O corpo foi removido por um rabecão da Defesa Civil Estadual às 8h50, quase 14 horas depois de Cristiane ter passado mal.

 

Informações//G1